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Você já ouviu falar na cachaça de Cataia?

Cataia é uma árvore nativa da floresta da Mata Atlântica que tem múltiplas propriedades medicinais, uso culinário, obtenção de madeira e até paisagismo e é popularmente chamada de “pau pra tudo”. Sua folha quando curtida em cachaça diminui a acidez, altera a cor para uma similar a do uísque e deixa a bebida muito saborosa, é tradicional e muito popular no litoral norte do Paraná e no Vale do Ribeira.

É mundialmente reconhecida as propriedades de sua casca, como carminativa, estomáquica e tônica. Na medicina tradicional do Brasil esta planta é altamente recomendada para todos os tipos de problemas gástricos e estomacais, incluindo azia, diarreia, náuseas, dores intestinais e cólicas, bem como febre e anemia. O chá de suas folhas é recomendado para tratamento de cólicas intestinais e expectorante na bronquite crônica.

“Vai te catar” um eufemismo bastante usado como reação à ideias absurdas ou agressivas, como exemplos: de que é feio mulheres beberem, não sabem fazer cachaça, não entendem disso ou daquilo, não podem fazer determinadas coisas por serem mulheres. “Vaiticataia” é uma cachaça 100% artesanal feita por mulheres, processada através de folhas extraídas pela Associação de Mulheres da Barra do Ararapira (Guaraqueçaba – PR), com autorização do ICMBio.

Existem diferentes histórias sobre onde foi que surgiu a primeira ideia de infusionar as folhas na cachaça.

A gente tem certo carinho por aquela versão de que a bebida se originou em 1985, quando Rubens Muniz, dono de pousada e restaurante na Barra do Ararapira, teve a ideia de misturar cataia e cachaça na mesma garrafa.

O Parque Nacional do Superagui foi instituído em 1989 e ampliado em 1997. Foi nessa ocasião que a Barra do Ararapira foi incluída nos limites do Parque Nacional.

O Regulamento dos Parques Nacionais Brasileiros tem um artigo que proíbe expressamente a coleta de frutos, sementes, raízes ou outros produtos dentro da área dos Parques, que não tenha a finalidade científica.

Ou seja, o Estado reconhece a existência de populações tradicionais moradoras das áreas antes da criação das unidades de conservação, mas inibe o exercício das suas atividades econômicas tradicionais sem apresentar alternativas.

Entretanto, o ICM Bio vem desenvolvendo ações no intuito de estabelecer o Plano de Manejo da Unidade e em um acordo institucional com o Serviço Florestal Brasileiro foi criada em 2007 a Associação de Mulheres Produtoras de Cataia, e autorizado a elas – E SOMENTE A ELAS –  o extrativismo e comercialização das folhas de cataia de dentro do Parque.

Envolvendo desde a coleta das folhas na mata até a comercialização dos produtos em Guaraqueçaba, a Associação representa importante espaço social de afirmação feminina na comunidade e a complementação da renda familiar, mantendo muitas das práticas que aprenderam com suas mães e avós.

Apesar de apenas a Associação de Mulheres ter autorização para a retirada das folhas de dentro do Parque, a realidade não é essa. As folhas estão sendo retiradas semanalmente em um volume muito grande e de maneira ilegal. As árvores de cataia que podem alcançar até 27m de altura estão se transformando em arbustos pela extração predatória.

Com a popularização da bebida a procura pelas folhas aumentou e a retirada ilegal ameaça a espécie de extinção.

Cuide do patrimônio histórico, cultural e natural do Paraná. Procure saber a procedência das folhas e curta sua cachaça de forma responsável. Para adquirir a sua Vaiticataia, clique aqui!

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