Uma tarde em Colônia Witmarsum

Colônia Witmarsum fica super próxima de Curitiba. Daqui até “Wit” (íntima), são apenas 65km – cerca de 1h de viagem – e tem um pedágio. A única coisa que você precisa ficar meio atento na ida, é que o retorno pra virar na estrada de acesso é já bem em cima da mesma. Ou seja, tem uma placa, uns 5m pra frente tem a entrada do retorno e mais uns 3m, o acesso pra Colônia. (ok, essas medidas podem estar erradas, mas é tudo pá-pum, isso que quero deixar claro). É ideal colocar no GPS e assim já ficar ligado pra entrada. Não dá pra errar.

A gente foi, ficou o dia todo e dormiu lá, mas dá tranquilamente pra ir passar a tarde e voltar. Não precisa necessariamente almoçar lá se não quiser (seria legal, mas não é algo imperdível). Você pode também sair depois do almoço, passar a tarde e ficar pro café colonial, por exemplo.

É claro que almoçar lá é bacana, porque as comidinhas são boas, caseiras e típicas alemãs, pois é uma colônia fundada por eles, alemães. Já falando disso, a Colônia Witmarsum foi fundada pelos alemães menonitas que vieram, há 70 anos atrás, da cidade Witmarsum, que fica em SC. O bacana é que eles tem um sotaque forte, e isso é super interessante! Aliás, nosso Estado tem muitas pequenas colônias de imigrantes (como Castrolanda) com culturas fortíssimas… e assim, no meio do nada, sabe como? Parece que do nada, você mudou de país!

O que me chamou muita atenção em Colônia Witmarsum são as casinhas lindas, enormes, jardins extremamente bem cuidados e a ausência total de muros, grades, cercas, câmeras de vigilância, etc. É tudo aberto, uma delícia! Dá muita vontade de morar ali, nesse local super seguro em que a gente não precisa viver preso.

A parte principal da Colônia é basicamente uma rua bem extensa, a mesma que vem do acesso da estrada. Ali tem vários restaurantes, cafés coloniais, loja, museu e pousadinhas. O melhor mesmo, é ir aos finais de semana, que tem mais movimento e tem feirinha de produtos artesanais e caseiros.

Nessa feirinha os produtos são todos de lá, de Colônia Witmarsum mesmo. Tem muito queijo e geleias. Nessa mesma parte da feira, fica o museu da cidade (abre a tarde só), o ponto de informações e o mercado da cidade. Não tem erro.

Pra quem quer comprar artesanato alemão, pode visitar a loja Toll, também ali pertinho. Mas é, são coisas importadas, e consequentemente, os preços são mais altos.

Pra comer, tem alguns restôs e cafés coloniais. A gente comeu no Frutilhas Lowen, e fomos super bem atendidos. Nós almoçamos e tomamos café da manhã lá. O almoço é por pessoa, e custa R$ 35. Você pode comer o que quiser. Tem uma mesa de saladas e de sobremesas, e os pratos quentes vem na mesa. E repito, pode pedir mais!

No café da manhã pedimos crepes, comemos um pedaço de torta e suco de amora fresquinho e natural. Aliás, eles são especializados em produtos de frutas vermelhas #ficadica. Deu cerca de R$ 30 para 2 pessoas. Esse restaurante tem alguns pratos além dos pratos alemães. Já outros são só comida alemã. Então dá uma olhada no cardápio antes. Vai que você não curte, né?

Em Colônia Witmarsum você vai poder andar de cavalo, de trator, pode fazer um pague e colha de frutas, comer muito bem o dia todo e passear tranquilo. Se você quiser dormir por lá, a gente gostou bastante da Pousada Katarina, onde passamos 1 noite. O local é simples, estilo casa da chácara, mas todo organizado, muito limpo e os donos são hiper simpáticos.

Sem contar que, claro, sem querer a gente caiu justo na pousada que é a fabricante da cerveja local. A marca é a Usina Malte e tem 4 opções de cerveja. Olha, beeeem boa, viu? Aprovamos!

A diária pra casal custa R$ 130 e não inclui refeições. A noite nós compramos coisinhas no mercado e fizemos na cozinha da pousada, e de manhã, café na Lowen, como mencionado acima.

OUTRAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES

Esqueça sinal de celular e 3G. Pega com bastante dificuldade e só conseguimos usar com o wifi da pousada. Outra coisa importante, é que você estará no campo, e se for no verão, estará realmente MUITO quente. Lembre disso na hora de escolher a roupa. Salto alto, não rola. E mais, é ideal ir de carro pra lá, pois é tudo “longe” pra ficar andando de um lado pro outro. É possível, mas né, otimização de tempo e pés.

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